domingo, 27 de novembro de 2011

I Encontro de Conscientização Sobre Epilepsia no Estado do Acre

Aconteceu no dia 25 de Novembro de 2011, o I Encontro de Conscientização sobre a Epilepsia no Estado do Acre. Realizado na sede da Cades ( Central de Articulação da Saúde) em Rio Branco às 9:30 da manhã.
No encontro estavam presentes familias de pessoas com epilepsia e contamos tambem com a presença do Secretario Municipal de Saúde Oswaldo Leal e um representante do Gabinete do Senador Jorge Viana o assessor José Alicio.
O encontro teve como finalidade debater o problemas enfrentado pelos paciente portadores de epilepsia na saúde publica, pois grandes avanços estamos tendo mas ainda a muito a fazer por essas pessoas. Outro assunto importante foi o preconceito enfrentado por essas pessoas e familiares, e vale a pena ressaltar que a sociedade deve se conscientizar e deixar de ser preconceituosa.
Foi marcada a reunião de oficialização da APEEAC para a segunda semanda de Janeiro do ano de 2012.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Senador Paulo Paim encaminha à Câmara projeto que dispensa portadores de epilepsia e lúpus de carência para aposentadoria



O presidente do Senado, José Sarney, deve encaminhar nesta semana à Câmara dos Deputados projeto (PLS 293/09), aprovado pelos senadores, que dispensa os portadores de epilepsia e lúpus da carência de 12 meses de filiação ao INSS para receberem aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença. Aprovado na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) no último dia 11 em Decisão TerminativaÉ aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. , o projeto não recebeu recurso para sua votação em Plenário até a última sexta-feira (dia 20).
Trata-se de uma proposta do senador Paulo Paim (PT-RS), que inclui as duas doenças no artigo 151 da Lei nº 8.213/91. Já têm direito aos dois benefícios, sem carência, os portadores de outras 12 doenças, entre elas tuberculose ativa, hanseníase, alienação mental, cegueira, paralisia irreversível, cardiopatia grave e Aids. Só podem reivindicar o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez pessoas que não apresentavam as doenças antes de se filiarem ao INSS.
As doenças mencionadas na lei são graves e tornam seus portadores incapazes para o trabalho, além de provocarem estigma, deformação ou mutilação. Durante a discussão do projeto na Comissão de Assuntos Sociais, o senador e médico Mão Santa (PSC-PI), relator da proposta, lembrou que todas as doenças dão direito a auxílio-doença ou podem levar à aposentadoria por invalidez, de acordo com sua gravidade e continuidade. No entanto, no seu entendimento, o lúpus e a epilepsia são graves e, portanto, a sociedade deve dispensar seus portadores do cumprimento da carência de 12 meses de filiação ao INSS.
O lúpus é uma doença de causa desconhecida, caracterizada por inflamações em muitos órgãos do corpo. Os pacientes podem apresentar sinais e sintomas como fadiga, anemia, febre, erupções, sensibilidade ao sol, perda de cabelos, artrites, problemas sérios no coração, nos rins, nos pulmões e no sistema nervoso central. A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas cerca de 60% dos casos se verificam em pessoas de 13 a 40 anos. Negros e asiáticos são populações de risco - são três vezes mais acometidos que os caucasianos. A incidência é de seis novos casos por 100 mil pessoas por ano para as populações de menor risco, e de 35 para negros e asiáticos.
Já a epilepsia provoca distúrbios de consciência ou de outras funções psíquicas, movimentos musculares involuntários e perturbações do sistema nervoso central. A crise epiléptica pode ser um simples embotamento da consciência ou levar a pessoa a apresentar convulsões. As crises de epilepsia costumam ocorrer nos primeiros anos de vida e as investigações registram que 0,5% da população em geral têm convulsões ativas, 3% sofreram crises em algum momento da vida e 9% apresentaram pelo menos uma convulsão na vida.

Fonte: Agência Senado

sábado, 15 de outubro de 2011

EPILEPSIA - Dr. Drauzio Varella

Epilepsia é um distúrbio comum a várias doenças. Na verdade, é uma síndrome, ou seja, um conjunto de sinais e sintomas que caracterizam determinada condição e indicam que, por algum motivo, um agrupamento de células cerebrais se comporta de maneira hiperexcitável.
Isso pode gerar manifestações clínicas, ou seja, crises epiléticas parciais (se os sinais elétricos estão desorganizados em apenas um dos hemisférios cerebrais), ou totais (se essa desorganização ocorrer nos dois hemisférios). Na grande maioria dos casos, as crises desaparecem espontaneamente, mas a tendência é que se repitam de tempos em tempos.
Crise que dura mais de cinco minutos ou crises recorrentes indicam uma situação de emergência neurológica conhecida como estado do mal epilético. Nesse caso, o paciente precisa de atendimento médico imediato.

Diagnóstico

Para caracterizar a epilepsia, é indispensável haver recorrência espontânea das crises com intervalo de no mínimo 24 horas entre elas. Um episódio único não é indicativo da síndrome. Ouvir a história do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a crise também ajuda a determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico, seja provocado por alguma outra doença.

Tratamento

O tratamento da epilepsia é indicado apenas a partir da segunda crise. O uso da medicação tem o objetivo de bloquear as crises, eliminando a atividade anormal do cérebro, a fim de assegurar boa qualidade de vida para o paciente.
Antigamente se acreditava que a associação de vários remédios ajudaria a obter melhores resultados, mas ficou provado que esse tipo de conduta é inadequado porque favorece o acúmulo dos efeitos colaterais.
O sucesso do tratamento depende fundamentalmente do paciente que precisa fazer uso regular da medicação por algum tempo, não necessariamente por toda a vida. Ele precisa entender sua condição, saber que medicação está usando e quais são seus efeitos colaterais.
Enquanto toma o remédio – um só – que é fornecido pelo Ministério da Saúde ou pela Unidade Básica de Saúde, é importante manter o acompanhamento médico regular para controle.

Recomendações

* Não deixe de tomar a medicação sob nenhum pretexto. Da adesão ao tratamento, depende o controle das crises e, conseqüentemente, a qualidade de vida;
* Não interrompa as visitas ao médico enquanto estiver tomando o medicamento. É preciso evitar que possíveis efeitos colaterais possam ser atribuídos erroneamente à epilepsia. No entanto, caso eles ocorram, há como ajustar a dose ou trocar o medicamento por outro;
* Não reduza a dose do remédio prescrito pelo médico por conta própria. O controle das crises depende do uso contínuo da dose adequada para o seu caso;
* Não se preocupe. O fato de pai ou mãe serem portadores de epilepsia não aumenta o risco de o filho nascer com o distúrbio. A possibilidade é semelhante à dos casais que não apresentam a síndrome;
* Procure assistência médica para avaliação, mesmo que a crise epilética tenha sido uma só e de curta duração;
* Mantenha a calma diante de uma pessoa com crise do tipo convulsivo que geralmente dura poucos segundos ou minutos e passa sozinha. Enquanto ela está se debatendo, apóie sua cabeça para evitar um trauma e vire seu rosto de lado para eliminar o acúmulo de saliva ou para impedir que se asfixie com o próprio vômito. É preciso ficar claro que ela jamais conseguirá engolir a língua, um músculo que também se contrai durante a crise por causa da contratura muscular generalizada característica da epilepsia. O máximo que pode acontecer é o paciente mordê-la e feri-la, mas ela cicatrizará sem problemas depois. Portanto, não coloque colheres, cabos de garfos ou qualquer outro objeto na boca do doente;
* Não restrinja os movimentos da pessoa que está recobrando a consciência e parece confusa e sonolenta depois de uma crise;
* Não tenha medo nem preconceitos. Epilepsia não é uma doença contagiosa, nem é sinal de loucura.

domingo, 21 de agosto de 2011

O CÉREBRO DO EPILÉPTICO

Matéria: Entenda a epilepsia sem preconceito
A epilepsia SAI DA SOMBRA

O que é epilepsia?

Trata-se de uma desordem neurológica que, em determinados momentos, leva a uma forte excitação de um grande grupo de neurônios. Estimulados, eles enviam muitos sinais elétricos a outras células nervosas, o que desencadeia um tipo de efeito dominó. No epiléptico, isso acontece por causa de lesões provocadas por razões tão diversas quanto complicações na hora do parto ou um acidente vascular cerebral, o popular derrame. Na crise, o cérebro do paciente sofre, então, uma espécie de tempestade elétrica, que resulta em súbitas alterações de toda sorte motora, sensorial e comportamental.

Tratamento da epilepsia

O desconhecimento dá as caras em outras esferas. Ele também é um gigantesco problema na saúde pública, algo só comparável ao que ainda acontece com a aids. Há pacientes que deixam de ir ao médico e ficam sem o tratamento adequado. Cerca de 20% dos epilépticos simplesmente não tomam nenhum remédio, embora o distúrbio seja na maioria das vezes tratável, lamenta Li Li Min.
As drogas que inibem as descargas epilépticas são eficazes em 70% dos casos. Em geral, os comprimidos interrompem as crises e o paciente pode levar uma vida normal, afirma o especialista. Daí que não lutamos apenas para melhorar a aceitação do distúrbio, mas também para que as unidades básicas de saúde estejam preparadas para diagnosticar, atender e encaminhar o epiléptico, explica o neurologista.
Por meio de esclarecimento ao grande público e outras iniciativas, como um levantamento epidemiológico para saber quantos são e onde estão os nossos epilépticos, além de treinamento de profissionais de saúde, a Campanha Global contra a Epilepsia no Brasil faz um trabalho de formiguinha laboriosa e, devagar e sempre, conquista bons resultados.Os movimentos de apoio aos portadores saltaram de 11, no ano de 2003, para 42 prova de que informação gera ação. E ação, neste caso, é tudo.

O cérebro do epiléptico

Cerca de 1/3 dos casos de epilepsia tem remissão espontânea, quer dizer, as crises simplesmente cessam em determinado momento da vida. A ciência ainda não sabe o porquê.

 

domingo, 10 de julho de 2011

APEEAC Associação dos Portadores de Epilepsia do Estado do Acre


"Bem- Aventurado os que choram, porque eles serão consolados." Jesus de Nazaré

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