domingo, 21 de agosto de 2011

O CÉREBRO DO EPILÉPTICO

Matéria: Entenda a epilepsia sem preconceito
A epilepsia SAI DA SOMBRA

O que é epilepsia?

Trata-se de uma desordem neurológica que, em determinados momentos, leva a uma forte excitação de um grande grupo de neurônios. Estimulados, eles enviam muitos sinais elétricos a outras células nervosas, o que desencadeia um tipo de efeito dominó. No epiléptico, isso acontece por causa de lesões provocadas por razões tão diversas quanto complicações na hora do parto ou um acidente vascular cerebral, o popular derrame. Na crise, o cérebro do paciente sofre, então, uma espécie de tempestade elétrica, que resulta em súbitas alterações de toda sorte motora, sensorial e comportamental.

Tratamento da epilepsia

O desconhecimento dá as caras em outras esferas. Ele também é um gigantesco problema na saúde pública, algo só comparável ao que ainda acontece com a aids. Há pacientes que deixam de ir ao médico e ficam sem o tratamento adequado. Cerca de 20% dos epilépticos simplesmente não tomam nenhum remédio, embora o distúrbio seja na maioria das vezes tratável, lamenta Li Li Min.
As drogas que inibem as descargas epilépticas são eficazes em 70% dos casos. Em geral, os comprimidos interrompem as crises e o paciente pode levar uma vida normal, afirma o especialista. Daí que não lutamos apenas para melhorar a aceitação do distúrbio, mas também para que as unidades básicas de saúde estejam preparadas para diagnosticar, atender e encaminhar o epiléptico, explica o neurologista.
Por meio de esclarecimento ao grande público e outras iniciativas, como um levantamento epidemiológico para saber quantos são e onde estão os nossos epilépticos, além de treinamento de profissionais de saúde, a Campanha Global contra a Epilepsia no Brasil faz um trabalho de formiguinha laboriosa e, devagar e sempre, conquista bons resultados.Os movimentos de apoio aos portadores saltaram de 11, no ano de 2003, para 42 prova de que informação gera ação. E ação, neste caso, é tudo.

O cérebro do epiléptico

Cerca de 1/3 dos casos de epilepsia tem remissão espontânea, quer dizer, as crises simplesmente cessam em determinado momento da vida. A ciência ainda não sabe o porquê.